http://win.biominas.org.br/biominas2008/images_up/documentos//programa_biotecnologia.pdf , 27.07.10
Aos interessados, vale a pena conferir.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Distribuição geográfica das empresas de biotecnologia
Autor: Fundação Biominas
Fonte: Fundação Biominas
Em 2009, foram registradas 253 empresas do setor A Fundação Biominas realizou estudo em 2009, que identifica 253 empresas privadas de biociências no Brasil, das quais 43% são de biotecnologia.
A Região Sudeste se destaca e concentra 71,9% das empresas de biociências, sendo que os estados de São Paulo (37,5%) e Minas Gerais (27,7%) lideram as estatísticas. Em segundo lugar aparece a Região Sul, que abriga 15,0% das empresas. Destaca-se nesta região a iniciativa do Parque Científico e Tecnológico da PUC-RS (Tecnopuc).
O parque destina-se a empresas intensivas em tecnologia, que realizam P&D em conjunto com os pesquisadores e laboratórios da universidade. O Tecnopuc é um parque tecnológico multi-temático, focado em três áreas principais: tecnologia da informação; energia e física aplicada; e ciências biológicas, da saúde e biotecnologia.
As Regiões Nordeste e Centro-Oeste, por sua vez, ainda não alavancaram o processo de geração e desenvolvimento da bioindústria e contam com, respectivamente, 6,3% e 5,1% das empresas.
Com o intuito de constituir massa crítica de profissionais de biociências no Nordeste, foi estabelecida a Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), uma iniciativa promissora do governo federal e de dez universidades da região. O programa objetiva
a formação de recursos humanos altamente qualificados, o desenvolvimento de pesquisa de ponta e a geração de patentes, produtos e empresas.
A despeito do notório potencial da biodiversidade amazônica para o desenvolvimento de bionegócios, a Região Norte aparece em último lugar, com apenas 1,5% das empresas. O delineamento de políticas públicas para o setor de biociências na região é bastante incipiente.
Uma iniciativa interessante neste sentido foi a criação, em 2002, do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), uma instituição voltada para a promoção da inovação tecnológica a partir de processos e produtos da biodiversidade.
O decreto que instituiu a coordenadoria de implementação do CBA foi publicado somente em janeiro de 2008 e o centro ainda enfrenta diversas barreiras ao seu pleno funcionamento.
Comparação de dados
Por fim, comparando os dados obtidos em 2007 e em 2009, observa-se que a Região Sudeste reduziu a sua hegemonia frente às demais regiões (de 79,0% para 71,9%), destacando-se o ganho de representatividade da Região Sul (de 10,5% para 15,0%).
Tal variação reflete as iniciativas locais de promoção do setor, mas não pode ser atribuída inteiramente à geração de novas empresas.
http://www.sebrae.com.br/setor/biotecnologia/integra_bia?ident_unico=2655 , 27.07.2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Gene pode impedir disseminação de câncer pela boca, diz estudo
Um estudo da Universidade de Illnois em Chicago, nos Estados Unidos, aponta que o controle do gene microRNA-138 pode ser responsável por impedir o avanço do câncer em células da língua, conforme divulgado nesta sexta-feira (23).
O trabalho será publicado na edição de agosto do International Journal of Cancer. Versões menores do RNA, os microRNAs são tidos como estimuladores de vários tipos de câncer, segundo afima o professor Xiaofeng Zhou, coordenador do estudo.
Com o controle dos níveis do gene microRNA-138, a habilidade de se espalhar de carcinomas no epitélio da língua é comprometida, de acordo com a pesquisa liderada pela equipe de Zhou.
Mais de 90% dos casos de câncer orais são carcinomas nas células do epitélio, normalmente originados na língua, no "chão" da boca e nas gengivas. Cerca de 30 mil norte-americanos desenvolvem a doença anualmente, segundo dados da American Cancer Society.
Conhecimento limitado
Para o especialista, o câncer na boca é uma doença pouco compreendida e mal tratada. Nos últimos cinco anos, novos tipos da doença aumentaram 8% nos Estados Unidos. Já os casos de câncer na boca subiram 21% no mesmo período, com 37% de aumento para carcinomas no epitélio da língua.
Ao considerar os óbitos, os números são mais alarmantes. Enquanto as mortes em decorrência de câncer baixaram desde 2005 até o presente, os casos relacionados com câncer de boca subiram 4%. Carcinomas na língua levaram 10% a mais pessoas à morte do que há cinco anos.
Zhou acredita que mais pesquisa é necessária. "Nosso conhecimento de aberrações ligadas com genes não codificantes e a contribuição deles para o início e o desenvolvimento de câncer é muito limitado", diz o especialista.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/gene-pode-impedir-disseminacao-de-cancer-pela-boca-diz-estudo.html , 23.07.2010
O trabalho será publicado na edição de agosto do International Journal of Cancer. Versões menores do RNA, os microRNAs são tidos como estimuladores de vários tipos de câncer, segundo afima o professor Xiaofeng Zhou, coordenador do estudo.
Com o controle dos níveis do gene microRNA-138, a habilidade de se espalhar de carcinomas no epitélio da língua é comprometida, de acordo com a pesquisa liderada pela equipe de Zhou.
Mais de 90% dos casos de câncer orais são carcinomas nas células do epitélio, normalmente originados na língua, no "chão" da boca e nas gengivas. Cerca de 30 mil norte-americanos desenvolvem a doença anualmente, segundo dados da American Cancer Society.
Conhecimento limitado
Para o especialista, o câncer na boca é uma doença pouco compreendida e mal tratada. Nos últimos cinco anos, novos tipos da doença aumentaram 8% nos Estados Unidos. Já os casos de câncer na boca subiram 21% no mesmo período, com 37% de aumento para carcinomas no epitélio da língua.
Ao considerar os óbitos, os números são mais alarmantes. Enquanto as mortes em decorrência de câncer baixaram desde 2005 até o presente, os casos relacionados com câncer de boca subiram 4%. Carcinomas na língua levaram 10% a mais pessoas à morte do que há cinco anos.
Zhou acredita que mais pesquisa é necessária. "Nosso conhecimento de aberrações ligadas com genes não codificantes e a contribuição deles para o início e o desenvolvimento de câncer é muito limitado", diz o especialista.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/gene-pode-impedir-disseminacao-de-cancer-pela-boca-diz-estudo.html , 23.07.2010
RNA oferece método seguro para reprogramar células, diz estudo
Cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) desenvolveram nova técnica para substituir o DNA na reprogramação de células da pele em estruturas pluripotentes com o uso do RNA, conforme estudo divulgado na edição desta sexta-feira (23) do jornal PLoS ONE.
A equipe composta por Mehmet Fatih Yanik e Matthew Angel demonstrou que os genes necessários para a reformulação podem ser produzidos com o uso de RNA.
O próximo passo é garantir que o método leve à obtenção de células pluripotentes, capazes de gerar novos tecidos. Esta fase da pesquisa já está em desenvolvimento no MIT.
O estado imaturo, propício para gerar novas células, é uma promessa para o tratamento de doenças como diabetes e mal de Parkinson ao alterar geneticamente as estruturas afetadas no corpo dos pacientes.
Estratégias para reprogramação
As técnicas atuais para transformação trazem risco de desenvolvimento de câncer, como no caso do uso de vírus carregando DNA, que se integra ao material genético da célula a ser alterada. Outro método é inserir diretamente as proteínas sintetizadas em células maduras, porém os resultados são menos satisfatórios e o processo leva mais tempo e dinheiro.
No caso do uso do RNA, os pesquisadores precisaram desenvolver estratégias para evitar um mecanismo de defesa próprio de células quando atacadas por vírus com este material genético, no qual as estruturas se "suicidam" para preservar o resto do corpo.
Yanik e Angel conseguiram desativar a resposta imune após estudarem o comportamento do vírus da hepatite C e conseguiram induzir as células a reprogramar proteínas por mais de uma semana, alternando o uso de RNA mensageiro com pequenos RNAs de interferência.
O RNA é o material genético responsável pela transmissão de informação entre o DNA e o maquinário produtor de proteína dentro das células.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/rna-oferece-metodo-seguro-para-reprogramar-celulas-diz-estudo.html , 23.07.2010
A equipe composta por Mehmet Fatih Yanik e Matthew Angel demonstrou que os genes necessários para a reformulação podem ser produzidos com o uso de RNA.
O próximo passo é garantir que o método leve à obtenção de células pluripotentes, capazes de gerar novos tecidos. Esta fase da pesquisa já está em desenvolvimento no MIT.
O estado imaturo, propício para gerar novas células, é uma promessa para o tratamento de doenças como diabetes e mal de Parkinson ao alterar geneticamente as estruturas afetadas no corpo dos pacientes.
Estratégias para reprogramação
As técnicas atuais para transformação trazem risco de desenvolvimento de câncer, como no caso do uso de vírus carregando DNA, que se integra ao material genético da célula a ser alterada. Outro método é inserir diretamente as proteínas sintetizadas em células maduras, porém os resultados são menos satisfatórios e o processo leva mais tempo e dinheiro.
No caso do uso do RNA, os pesquisadores precisaram desenvolver estratégias para evitar um mecanismo de defesa próprio de células quando atacadas por vírus com este material genético, no qual as estruturas se "suicidam" para preservar o resto do corpo.
Yanik e Angel conseguiram desativar a resposta imune após estudarem o comportamento do vírus da hepatite C e conseguiram induzir as células a reprogramar proteínas por mais de uma semana, alternando o uso de RNA mensageiro com pequenos RNAs de interferência.
O RNA é o material genético responsável pela transmissão de informação entre o DNA e o maquinário produtor de proteína dentro das células.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/rna-oferece-metodo-seguro-para-reprogramar-celulas-diz-estudo.html , 23.07.2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Criado mosquito imune ao parasita da malária
Estima-se que 1 milhão de pessoas morrem anualmente de malária, doença parasitária transmitida por mosquitos. As atuais estratégias de controle envolvem a pulverização de inseticidas ou uso de drogas para matar o parasita que infecta os seres humanos. Infelizmente, esses métodos são cada vez menos eficazes já que as pragas evoluem e resistem a tratamentos tóxicos. Nos últimos anos, os cientistas vêm trabalhando com os genes do inseto, na esperança de desenvolver mosquitos modificados incapazes de transmitir o parasita. Embora isso seja promissor, esses esforços produziram mosquitos com apenas uma leve redução da taxa de transmissão do parasita.
Agora, pesquisadores liderados Michael Riehle, entomólogo da University of Arizona, têm desenvolvido um mosquito transgênico completamente imune à infecção por Plasmodium falciparum, o parasita causador da malária nos seres humanos. Os pesquisadores esperam que sua descoberta possa um dia ser usada como parte de uma nova estratégia para combater a malária.
Para a propagação da malária, a fêmea do mosquito Anopheles sp primeiro deve ingerir o parasita de uma pessoa infectada. Uma vez dentro do mosquito, o parasita passa por um processo de maturação, cerca de duas semanas, viajando a partir do intestino do mosquito para as glândulas salivares, onde está pronto para ser transmitido para outros hospedeiros humanos.
"Nós fomos surpreendidos como isso funcionou tão bem", disse Riehle. "Estávamos esperando para ver algum efeito sobre a taxa de crescimento dos mosquitos e foi ótimo ver que a nossa construção bloqueou completamente o processo de infecção."
Para que qualquer mosquito transgênico seja verdadeiramente eficaz contra a malária, os mosquitos “artificiais” deverão competir e ganhar dos selvagens, um grande desafio que Riehle reconhece e espera realizar no futuro. Até que isso aconteça, os mosquitos geneticamente modificados de Riehle são guardados com segurança em seu laboratório.
19 de julho de 2010, http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/criado_mosquito_imune_ao_parasita_da_malaria.html
Agora, pesquisadores liderados Michael Riehle, entomólogo da University of Arizona, têm desenvolvido um mosquito transgênico completamente imune à infecção por Plasmodium falciparum, o parasita causador da malária nos seres humanos. Os pesquisadores esperam que sua descoberta possa um dia ser usada como parte de uma nova estratégia para combater a malária.
Para a propagação da malária, a fêmea do mosquito Anopheles sp primeiro deve ingerir o parasita de uma pessoa infectada. Uma vez dentro do mosquito, o parasita passa por um processo de maturação, cerca de duas semanas, viajando a partir do intestino do mosquito para as glândulas salivares, onde está pronto para ser transmitido para outros hospedeiros humanos.
"Nós fomos surpreendidos como isso funcionou tão bem", disse Riehle. "Estávamos esperando para ver algum efeito sobre a taxa de crescimento dos mosquitos e foi ótimo ver que a nossa construção bloqueou completamente o processo de infecção."
Para que qualquer mosquito transgênico seja verdadeiramente eficaz contra a malária, os mosquitos “artificiais” deverão competir e ganhar dos selvagens, um grande desafio que Riehle reconhece e espera realizar no futuro. Até que isso aconteça, os mosquitos geneticamente modificados de Riehle são guardados com segurança em seu laboratório.
19 de julho de 2010, http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/criado_mosquito_imune_ao_parasita_da_malaria.html
Gel com antirretroviral gera expectativa em encontro sobre Aids
Cientistas do CAPRISA, grupo responsável pela pesquisa com gel a base de antirretroviral na África do Sul
Publicado na revista norte-americana Science, a substância com 1% de tenofovir, conhecido remédio utilizado no combate ao HIV, obteve 39% de redução do risco de contágio em 889 mulheres com alto risco de contaminação. Quando bem administrado, o gel diminui em 54% as chances de transmissão do vírus. O uso correto do produto requer aplicação do gel 12 horas antes e depois das relações sexuais.
Realizado durante três anos, o estudo Caprisa 4 contou com quase 900 mulheres da região de KwaZulu-Natal, não contaminadas a princípio e inseridas em uma áreas tidas por especialistas como a com a maior taxa de prevalência da soropositivos no mundo, conforme explica o professor Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre Aids da França (ANRS).
O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para HIV e Aids (Unaids), Michel Sidibé, afirmou que é o primeiro teste com resultados sobre prevenção iniciado e controlado por mulheres. "O microbicida, se confirmado, pode ser opção poderosa para a revolução da prevenção e nos ajudará a quebrar a trajetória da doença da Aids", disse Sidibé.
Anthony Fauci, diretor do setor de doenças infecciosas do National Institutes of Health, centro de pesquisas médicas do governo norte-americano, acredita que o estudo é importante tanto para a comunidade científica como para todos os trabalhos de prevenção da Aids.
"As mulheres constituem a maior parte das novas infecções no mundo e essa descoberta é passo importante para que uma população de risco tenha acesso a ferramenta de prevenção segura e eficaz", afirma Fauci.
O especialista destaca que a pesquisa deve continuar, para que existam mais formas de prevenção da doença como antirretrovirais tomados antes da exposição ao risco, vacinas e outros microbicidas.
12:21, 20.07.2010, http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/gel-com-antirretroviral-gera-expectativa-em-encontro-sobre-aids.html
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