Autor: Fundação Biominas
Fonte: Fundação Biominas
Em 2009, foram registradas 253 empresas do setor A Fundação Biominas realizou estudo em 2009, que identifica 253 empresas privadas de biociências no Brasil, das quais 43% são de biotecnologia.
A Região Sudeste se destaca e concentra 71,9% das empresas de biociências, sendo que os estados de São Paulo (37,5%) e Minas Gerais (27,7%) lideram as estatísticas. Em segundo lugar aparece a Região Sul, que abriga 15,0% das empresas. Destaca-se nesta região a iniciativa do Parque Científico e Tecnológico da PUC-RS (Tecnopuc).
O parque destina-se a empresas intensivas em tecnologia, que realizam P&D em conjunto com os pesquisadores e laboratórios da universidade. O Tecnopuc é um parque tecnológico multi-temático, focado em três áreas principais: tecnologia da informação; energia e física aplicada; e ciências biológicas, da saúde e biotecnologia.
As Regiões Nordeste e Centro-Oeste, por sua vez, ainda não alavancaram o processo de geração e desenvolvimento da bioindústria e contam com, respectivamente, 6,3% e 5,1% das empresas.
Com o intuito de constituir massa crítica de profissionais de biociências no Nordeste, foi estabelecida a Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), uma iniciativa promissora do governo federal e de dez universidades da região. O programa objetiva
a formação de recursos humanos altamente qualificados, o desenvolvimento de pesquisa de ponta e a geração de patentes, produtos e empresas.
A despeito do notório potencial da biodiversidade amazônica para o desenvolvimento de bionegócios, a Região Norte aparece em último lugar, com apenas 1,5% das empresas. O delineamento de políticas públicas para o setor de biociências na região é bastante incipiente.
Uma iniciativa interessante neste sentido foi a criação, em 2002, do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), uma instituição voltada para a promoção da inovação tecnológica a partir de processos e produtos da biodiversidade.
O decreto que instituiu a coordenadoria de implementação do CBA foi publicado somente em janeiro de 2008 e o centro ainda enfrenta diversas barreiras ao seu pleno funcionamento.
Comparação de dados
Por fim, comparando os dados obtidos em 2007 e em 2009, observa-se que a Região Sudeste reduziu a sua hegemonia frente às demais regiões (de 79,0% para 71,9%), destacando-se o ganho de representatividade da Região Sul (de 10,5% para 15,0%).
Tal variação reflete as iniciativas locais de promoção do setor, mas não pode ser atribuída inteiramente à geração de novas empresas.
http://www.sebrae.com.br/setor/biotecnologia/integra_bia?ident_unico=2655 , 27.07.2010
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